assusta-me a facilidade ou necessidade mesquinha de nos "pisarem".
a todos aqueles que o tentam fazer: sinto muito! sou mais forte! ainda que se esforcem...não vão conseguir!
mas façam-me o favor de continuar...aumentam a minha necessidade de ser melhor, ainda melhor.
P.S.: tolero gente estúpida, embora com muita dificuldade. Espertos ou esperteza saloia, não tolero...perturba-me muito. A esses tenho um reparo a fazer...não se iludam a achar que são mais inteligentes que os outros. Mais, nã se iludam sequer a achar que são inteligentes porque, na verdade, andam muito longe disso...tão longe que, independentemente dos resultados que possam vir a obter, nunca serão pessoas inteligentes...vão mesmo continuar a ser uns frustrados!
ter princípios não é uma pedra no caminho! quanto muito pode exigir mais de nós...mas chegamos lá...e chegamos de consciência tranquila!
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
terça-feira, 28 de outubro de 2008
"Morrer é apenas não ser visto. Morrer é a curva na estrada..."
Sonhei, confuso, e o sono foi disperso,
Mas, quando despertei da confusão,
Vi que esta vida aqui e este universo
Não são mais claros do que os sonhos são
Obscura luz paira onde estou converso
A esta realidade da ilusão
Se fecho os olhos, sou de novo imerso
Naquelas sombras que há na escuridão.
Escuro, escuro, tudo, em sonho ou vida,
É a mesma mistura de entre-seres
Ou na noite, ou ao dia transferida.
Nada é real, nada em seus vãos moveres
Pertence a uma forma definida,
Rastro visto de coisa só ouvidam.
Fernando Pessoa
Mas, quando despertei da confusão,
Vi que esta vida aqui e este universo
Não são mais claros do que os sonhos são
Obscura luz paira onde estou converso
A esta realidade da ilusão
Se fecho os olhos, sou de novo imerso
Naquelas sombras que há na escuridão.
Escuro, escuro, tudo, em sonho ou vida,
É a mesma mistura de entre-seres
Ou na noite, ou ao dia transferida.
Nada é real, nada em seus vãos moveres
Pertence a uma forma definida,
Rastro visto de coisa só ouvidam.
Fernando Pessoa
responsabilidade...
responsabilidade...grandre treta!
E não passa com a idade...
aliás, tende a agravar-se...
o preço a pagar para fazer parte do mundo dos crescidos...e o que se recebe em troca? talvez descubra um dia destes...
responsabilidade...grande treta!
E não passa com a idade...
aliás, tende a agravar-se...
o preço a pagar para fazer parte do mundo dos crescidos...e o que se recebe em troca? talvez descubra um dia destes...
responsabilidade...grande treta!
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
um dia de cada vez
não tem fé em mim?
absolutamente nenhuma!
não acredita em mim?
claro que não!
tem alguma dúvida que eu a ame?...então...case comigo...
sim!
2 personagens de uma série britânica que está a passar agora na RTP2 e que ainda não descobri o título...
Analisando, há vantagens em partir de uma base assim tão frágil! como não se pode esperar muito, tudo o que vier, além do estalar da base, é já uma grande conquista!!! talvez resulte, na série e na vida...
sábado, 27 de setembro de 2008
dá-me os teus lábios
Sei de um rio, sei de um rio
Em que as únicas estrelas nele sempre debruçadas
São as luzes da cidade
Sei de um rio, sei de um rio
Onde a própria mentira tem o sabor da verdade
Sei de um rio…
Meu amor dá-me os teus lábios, dá-me os lábios desse rio
Que nasceu na minha sede, mas o sonho continua
E a minha boca até quando ao separar-se da tua
Vai repetindo e lembrando
Sei de um rio, sei de um rio
Meu amor dá-me os teus lábios, dá-me os lábios desse rio
Que nasceu na minha sede, mas o sonho continua
E a minha boca até quando ao separar-se da tua
Vai repetindo e lembrando
Sei de um rio, sei de um rio
Sei de um rio, até quando
Pedro Homem de Melo - Alain Oulman
Camané - álbum "Sempre de Mim" (2008)
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
quando as palavras não conseguem dizer tudo, o melhor é ficar calado!

Não direi:
Que o silêncio me sufoca e amordaça.
Calado estou, calado ficarei,
Pois que a língua que falo é de outra raça.
Palavras consumidas se acumulam,
Se represam, cisterna de águas mortas,
Ácidas mágoas em limos transformadas,
Vaza de fundo em que há raízes tortas.
Não direi:
Que nem sequer o esforço de as dizer merecem,
Palavras que não digam quanto sei
Neste retiro em que me não conhecem.
Nem só lodos se arrastam, nem só lamas,
Nem só animais bóiam, mortos, medos,
Túrgidos frutos em cachos se entrelaçam
No negro poço de onde sobem dedos.
Só direi,
Crispadamente recolhido e mudo,
Que quem se cala quando me calei
Não poderá morrer sem dizer tudo.
José Saramago - "poema à boca fechada"
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