sexta-feira, 30 de novembro de 2007

hoppípolla

criar novas regras, inverter os papéis, sacudir dos ombros o socialmente correcto, despir-se de preconceitos, viver ao sabor da vontade, derrubar barreiras e brincar com a idade e em qualquer idade, saltar numa poça de água, defender o nosso território usando apenas a vontade como arma, saborear o momento mágico em que 'aquele' beijo acontece, pisar as folhas ao longo do caminho e viver até ao fim de um final feliz...assim é a vida em Hoppípolla



Hoppípolla (by: Sigur Ros)

"Hopelandic"

Smiling
Spinning 'round and 'round
Holding hands
The whole world a blur
But you are standing

Soaked
Completely drenched
No rubber boots
Running in us
Want to erupt from a shell

Wind in
Aand outdoor smell of your hair
I hit as fast as I could
With my nose

Hopping into puddles
Completely drenched
Soaked
With no boots on

And I get nosebleed
But I always get up



My Chemical Romance: "Don't Love You"
(The Black Parade)

Well when you go
So ever think I'll make you try to stay
And maybe when you get back
I'll be off to find another way

And after all this time that you still owe
You're still the good-for-nothing
I don't know
So take your gloves and get out
Better get out
While you can

When you go
Would you even turn to say
I don't love you
Like I did
Yesterday

Sometimes I cry so hard from pleading
So sick and tired of all the needless beating
But baby when they knock you Down and out
It's where you oughta stay

And after all the blood that you still owe
Another dollar's just another blow
So fix your eyes and get up
Better get up
While you can

When you go
Would you even turn to say
I don't love you
Like I did
Yesterday

When you go
Would you have the guts to say
I don't love you
Like I loved you
Yesterday

fria, mas intensa...porque, às vezas, a vida também é assim

silêncio...por favor!


porque, hoje, o silêncio dirá mais do que qualquer palavra...
já gastei tudo, menos o silêncio...

(Bjork: "it's oh so quiet")

tudo começa com gritos mas nunca deve acabar com um silêncio



www.coe.int/stopviolence:

"a violência contra as mulheres é o resultado de um desiquilíbrio de poder entre homens e mulheres (...)"

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

soltem as amarras...:(

afinal, conseguimos superar o nosso limite...para o bem e para o mal! não acredito que a morte possa, de alguma forma, ser digna, mas acredito na defesa da dignidade até à morte...
registo, hoje, que nem sempre isso acontece!

terça-feira, 27 de novembro de 2007

o poeta que sonha ser cantor...pedro abronhosa

Uma Loucura De Anjo

"E de repente a porta abriu-se,
O mar entrou quando eu te disse: «Louco...».
E num instante o mundo pára,
O sono agarra os teus passos de Anjo,
Como se fossem silêncio,
Os teus passos de Anjo.

E num momento invento histórias,
Conto mentiras já sem memória.
E só o sangue esconde as palavras
Que o sono empurra para os teus dedos de Anjo,
Como se fossem segredo,
Os teus dedos de Anjo.

Adormeces então devagar,
E nos teus braços há sempre lugar.
Deito-te comigo neste chão,
Sinto que respiram por entre as mãos
Os teus olhos de Anjo,
Como se fossem eternos,
Os teus olhos de Anjo,
Os teus olhos de Anjo.

A cada minuto o tempo foge,
Quero dizer-te que não demores.
Rimos os dois, como quem ri da tristeza,
Em cada abraço uma loucura de Anjo,
Como se fosse sagrada,
Uma loucura de Anjo.

Por essa estrada não vejo o chão,
Vejo que a noite cresce na mão.
E se isso é céu, e estrelas do mar,
Então sou teu
Nesse choro de Anjo,
Como se fosse secreto,
Esse teu choro de Anjo.

Adormeces então devagar, e nos teus braços
Há sempre lugar.
Deito-te comigo neste chão,
Sinto que respiram por entre as mãos
Os teus olhos de Anjo,
Como se fossem eternos,
Os teus olhos de Anjo,
Os teus dedos de Anjo,
Como se fossem silêncio
Os teus passos de Anjo,
Como se fossem sagrados,
Nesse teu choro de Anjo,
Como se fosse secreto."

fantástico!!!

pontes entre nós...continua




Eu tenho o tempo,
Tu tens o chão,
Tens as palavras
Entre a luz e a escuridão.
Eu tenho a noite,
E tu tens a dor,
Tens o silêncio
Que por dentro sei de cor.

E eu, e tu,
Perdidos e sós,
Amantes distantes,
Que nunca caiam as pontes entre nós.

Eu tenho o medo,
Tu tens a paz,
Tens a loucura que a manhã ainda te traz.
Eu tenho a terra,
Tu tens as mãos,
Tens o desejo que bata em nós um coração.

E eu, e tu,
Perdidos e sós,
Amantes distantes,
Que nunca caiam as pontes entre nós.

pedro abrunhosa